“Eu creio que a memória tem uma força de gravidade. Está constantemente a atrair-nos. Aqueles que têm memória conseguem viver no frágil momento presente. Aqueles que não a têm não vivem em tempo nenhum”, diz-nos o cineasta Patrício Guzmán. Escutar a música criada para a liberdade é tê-la connosco enquanto espaço de memória, mas também de resistência: um lugar onde o tempo histórico se inscreve no presente e onde a memória se mantém viva. Ao escutá-la, somos convidados a habitar o tempo — o passado e o presente —, a resistir e a pensar o nosso tempo à luz do que já passou. Lembrar é, hoje, uma forma de resistência.