Desde a sua fundação, há 25 anos, a Companhia de Música Teatral procura levar experiências artísticas de qualidade a uma grande variedade de públicos.

Ao longo do tempo temos procurado soluções para aliviar as restrições tradicionais que condicionam a liberdade de circulação dos nossos trabalhos e temos encontrado novas formas de minorar dificuldades técnicas, humanas, financeiras ou o distanciamento social provocado pela pandemia.

O projecto Mil Pássaros é um reflexo da nossa filosofia de trabalho e é emblemático da nossa vontade de incluir e chegar a todos. Foi nesse enquadramento, durante a pandemia e emergindo naturalmente da necessidade de continuarmos a proporcionar experiências artísticas de qualidade que criámos o espectáculo online PaPI – Opus 8.z. Este espectáculo tem continuado o seu percurso por uma diversidade de contextos incluindo, em 2022 e a título experimental, instituições e crianças em condições especiais de acolhimento ou isolamento.

Na sequência do impacto positivo destas experiências, a Companhia de Música Teatral inscreveu no seu plano e orçamento para 2023-26 (com o apoio da DGARTES | Ministério da Cultura) uma acção de responsabilidade social que tem por objectivo proporcionar experiências artísticas de qualidade em livre acesso a entidade meritórias: Mil Pássaros em Liberdade.

Foi neste contexto que em 2023 e com o apoio da Casa Das Artes de Famalicão | Teatro Narciso Ferreira começámos a levar o PaPI – Opus 8.z de forma gratuita a um conjunto de instituições pelas quais nutrimos especial apreço.

Se considera que a sua instituição poderá ser beneficiada por este programa poderá candidata-la apresentando a situação para o email cmt@musicateatral.com podendo ser contemplada em alguma das duas edições que se realizam anualmente.

 

Ecos de PaPI Opus 8.z nas Flores

No Outono de 2025 PaPI Opus 8.z chegou à Escola Básica e Secundária das Flores, nos Açores.

Procurando estabelecer ligações com a comunidade académica, numa colaboração com o Mestrado em Ensino de Educação Musical da NOVA FCSH os nossos anfitriões foram a professora cooperante Ana Teresa Mateus e os professores estagiários Nísia Jerónimo e Rui Andrade. Assim, o grupo-alvo desta experiência estendeu-se também ao 2º Ciclo.

Uma experiência artística online, que reuniu, pois, o olhar e a escuta de crianças de várias faixas etárias.

A contemplação e o silêncio partilhado viriam a dar lugar a um surpreendente momento de espanto colectivo. Foi lindo observar que, quando houve interação em tempo real as crianças compreenderam que, afinal, não se tratava da projecção de um filme: “A atriz fala?! A atriz canta?!” E continuou a ser lindo quando a artista provou ser capaz de fazer rimas em tempo real, pegando nas sugestões lançadas pelas crianças. “Flores?! Rima com Açores!”

Depois do espanto houve tempo para inscrever vestígios desta experiência num grande desenho coletivo. O que permanece do que permanece?