A residência criativa no Teatro Narciso Ferreira em Riba d´Ave aconteceu após uma outra, em Aveiro, que permitiu aprofundar questões especificamente musicais, ainda em Junho. O final dessa experiência coincidiu com uma participação num outro projeto, Shores, que emana do DeCA-UA e nos levou de volta à Fábrica Centro de Ciência Viva. Embora sejam projetos distintos (Shores e CSI) o facto é que existem muitas ligações. E a Fábrica é um sitio que nos inspira. Foi, portanto, com algumas ideias adicionais que iniciamos o trabalho em Riba d´Ave, em Julho. Uma semana intensa, que culminou com o Prelúdio Para Uma Cartografia Sonora Imaginária, uma ação de mediação em formato de conversa-aberta com o público. Houve lugar a mostrar alguns dos “lugares imaginários” que já descobrimos e a falar sobre outros que sabemos que aguardam a nossa visita. Depois disso voltámos a encontrar Alberto Manguel, em Lisboa. Já nos tinha dito, anteriormente, que “a cartografia imaginária é infindável” mas foi muito bom poder partilhar alguns dos que imaginámos a partir da música que emana da sua voz.
Fotos: Nuno Arrais