No Festival do Livro de Serpa, em Maio, a Cartografia Sonora Imaginária levou-nos a um formato conferência-performance, inspirado no que tínhamos feito no XV EIAIDSH na Fundação Calouste Gulbenkian. Rabiscos e Esquizogramas é o “título escondido” que damos a esse lugar da constelação, “uma espécie cartografia da “Cartografia (…), uma representação do território sensorial num formato mais frugal, mas com uma dimensão adicional, a revelação de alguns aspetos do processo criativo, da visão que os seus cartógrafos têm, agora que já conhecem o território que eles próprios criaram. Os cartógrafos continuam a deambular pela “Cartografia”, esboçando lugares que se vêem e ouvem no espetáculo, mas prescindem de alguns aspetos desse ritual e colocam-se à disposição do público para revelar aspetos que só eles conhecem. Há, portanto algumas paragens programadas, mas o que acontece nelas depende sobretudo daquilo que público quiser conhecer sobre esses lugares.” Como sempre, o Dicionário de Lugares Imaginários fez parte dos lugares que visitámos: é “uma luz, uma inspiração” e foi um prazer muito grande ter Alberto Manguel connosco.

Mais tarde, em Setembro, nas III Jornadas de Educação em Chaves as ressonâncias de CSI fizeram-se sentir. Foi muito bonito poder partilhar com os professores do município algumas ideias que esperamos possam contribuir para um novo ano lectivo pleno de desafios. O tema “Educar para pensar: ciência, criatividade e pensamento crítico” levou-nos a vários lugares, todos eles habitados pelas pessoas que nos escutaram atentamente e com muito carinho. Pensar é também sentir, brincar, escutar, observar, colaborar, procurar, cuidar, criar, agir.